Ao José Megre, recentemente falecido. Justamente considerado o pai do todo-o-terreno Português. Numa vida cheia de viagens e aventuras, faleceu, faltando-lhe apenas o Iraque – País, onde nunca obteve visto de entrada. -, para visitar todos os países do mundo. Ocupa a 1ª posição, dos viajantes portugueses, no mundo. Tinha 25 passaportes, e 3 livros de viagens...
e uma experiencia de vida gigante.
Agora está num outro lugar, que já começou de certeza a explorar.
Obrigado !
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Long Way.
Este post é para vos falar de 2 documentário: Long way round e o Long way down. Duas viagens feitas pelos manés: Ewan Mcgregor e Charlie Boorman. Estes dois docs podem ser vistos no youtube ou sacados via torrent. São duas aventuras, não daquelas de peito aberto, porque na verdade há pouco espaço a incertezas e a precauços. Mas ainda assim duas aventuras e bem documentadas. Recomendo, e espero que curtam o que eu curti. São dois manés bem dispostos e muito fora. O Ewan por exemplo é uma estrela, mas um madiê muito fora e terra-a terra. A vertente humanitária e se quisermos ecológica, ( principalmente no giro por África), são sem dúvida uma mais valia.
Vejam.
Estou a ouvir agora, um espanhol a falar em turismo e ele diz que o turismo é a arte da felicidade...talvez. É por essa e por outras que não gosto de ser turista. Prefiro pensar que é a arte de sermos grandes e pequenos ao mesmo tempo. Felizes e infelizes...sermos pequenos perante as outras culturas e histórias. Outras pobrezas, outros massacres, outras extinções. Grandes, por crescer perante o mundo um pouco mais. Para sermos felizes vamos à Disneyland, mas vamos crescer muito pouco...
No Chá No Deserto do Bertolucci, é dito a determinada altura, que a diferença entre o turista e o viajante é que o turista já sabe quando regressa, e o viajante só chega.
E ser turista doí.
Vejam.
Estou a ouvir agora, um espanhol a falar em turismo e ele diz que o turismo é a arte da felicidade...talvez. É por essa e por outras que não gosto de ser turista. Prefiro pensar que é a arte de sermos grandes e pequenos ao mesmo tempo. Felizes e infelizes...sermos pequenos perante as outras culturas e histórias. Outras pobrezas, outros massacres, outras extinções. Grandes, por crescer perante o mundo um pouco mais. Para sermos felizes vamos à Disneyland, mas vamos crescer muito pouco...
No Chá No Deserto do Bertolucci, é dito a determinada altura, que a diferença entre o turista e o viajante é que o turista já sabe quando regressa, e o viajante só chega.
E ser turista doí.
Alheamento voluntário...
Tenho adiado de forma propositada a colocação de mais um post. A ansiedade é muita. Era muita. Andava a ler e a ver quase tudo o que podia. Dicas, roadbook´s, sites sobre Marrocos, o meu velho guia, um novo da Lonel* *lanet, que saquei entretanto da net – aqui fica uma dica: ficheiros torrent. Acabei por sacar todos os guias na verdade, hehehe.- Procurei mapas, parques de campismo, albergues ou hotéis baratos. Consultei sites de viagens, de caravanismo, de TT...de quase tudo o que consegui por os olhos e as mãos em cima. Mandei mensagens para ver se conseguia resposta para algumas dúvidas.
Fui traçando tudo por alto, pensei nos destinos, nos tempos de condução, nos sítios que seriam os obrigatórios. Tomaram-se decisões...e de repente tá tudo mais ou menos alinhavado. Mas faltava tanto tempo...e o tempo custa, até porque nunca somos o seu dono...é sempre ele que nos carrega e que sabe o caminho. Por tudo isso e por mais que mesmo que quisesse, não o saberia pôr por palavras, pelos menos com alguma coerência. Decidi alhear-me um pouco desta viagem. Faltavam quase dois meses e a verdade, era que isto, ia custar muito mais, se estivesse constantemente a pensar nela.
Fui traçando tudo por alto, pensei nos destinos, nos tempos de condução, nos sítios que seriam os obrigatórios. Tomaram-se decisões...e de repente tá tudo mais ou menos alinhavado. Mas faltava tanto tempo...e o tempo custa, até porque nunca somos o seu dono...é sempre ele que nos carrega e que sabe o caminho. Por tudo isso e por mais que mesmo que quisesse, não o saberia pôr por palavras, pelos menos com alguma coerência. Decidi alhear-me um pouco desta viagem. Faltavam quase dois meses e a verdade, era que isto, ia custar muito mais, se estivesse constantemente a pensar nela.
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Planeamento
Já não me recordo de onde, ou de quem, surgiu esta ideia de ir Marrocos ( alzheimer). Mas sei que foi depois de vermos confirmado que o Zé e Adri não vinham a Portugal no verão (estes sim são mané profissionais). Com muita pena do povo cá do burgo.
Plano B.
Comecei então a agradável tarefa de recolher informação, para puder enfim, criar digamos assim, um itinerário que nos satisfizesse. Tranquilo, mas emocionante.
Ai a Internet marca claramente uma viragem no planeamento de qualquer viagem. E claro o primeiro encontro, com a excelente página do João Leitão. Uma óptima referência, que cobre os mais variados aspectos de uma ida a Marrocos.
1º Ponto – Como ir:
A cena mais óbvia, era desde logo o carro, mas depois de uma rápida checada ( e eramos só 3 na altura), aos preços do ferry eram assustadores. Até porque me lembrava de uma coisa mais suave.
Decidi dar uma olhada nos preços de avião e dou com um voô a 168 €. Tá feito. Era isto mesmo, 168 €, para Marrakesh, via Madrid pela Iberia. Consultei também a Atlas Blue, mas aos preços listados, acrescem taxas e vão no geral muito além do preço da Iberia.
Ficou a coisa, mais ou menos definida. Faltava a confirmação de datas.
Posto isso tentamos desencaminhar mais algum povo...mas se há coisa que mané tem, é que está sempre rodeado de mais manés, hehehe. Mas eis que de um tiro mais ou menos no escuro, conseguimos a contratação da estrela da companhia do Perô Negro. Numa contratação que envolveu, centenas de caricas de cerveja. O grande Miguel também vinha...ou seja tá ganho, pode a viagem ser uma bosta, mas vamos curtir muito os 4.
Plano B.
Comecei então a agradável tarefa de recolher informação, para puder enfim, criar digamos assim, um itinerário que nos satisfizesse. Tranquilo, mas emocionante.
Ai a Internet marca claramente uma viragem no planeamento de qualquer viagem. E claro o primeiro encontro, com a excelente página do João Leitão. Uma óptima referência, que cobre os mais variados aspectos de uma ida a Marrocos.
1º Ponto – Como ir:
A cena mais óbvia, era desde logo o carro, mas depois de uma rápida checada ( e eramos só 3 na altura), aos preços do ferry eram assustadores. Até porque me lembrava de uma coisa mais suave.
Decidi dar uma olhada nos preços de avião e dou com um voô a 168 €. Tá feito. Era isto mesmo, 168 €, para Marrakesh, via Madrid pela Iberia. Consultei também a Atlas Blue, mas aos preços listados, acrescem taxas e vão no geral muito além do preço da Iberia.
Ficou a coisa, mais ou menos definida. Faltava a confirmação de datas.
Posto isso tentamos desencaminhar mais algum povo...mas se há coisa que mané tem, é que está sempre rodeado de mais manés, hehehe. Mas eis que de um tiro mais ou menos no escuro, conseguimos a contratação da estrela da companhia do Perô Negro. Numa contratação que envolveu, centenas de caricas de cerveja. O grande Miguel também vinha...ou seja tá ganho, pode a viagem ser uma bosta, mas vamos curtir muito os 4.
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Apresentação
Começa aqui o relato de uma viagem a Marrocos.
Porquê de um blog? Para dar a conhecer a amigos e outros interessados em Marrocos, alguma da preparação e aventuras da viagem, assim como algumas dicas e link´s.
Uma viagem a fazer por 4 amigos e que se pretende, que seja a viagem das nossas vidas...até ao momento, mas para um mané do grupo será difícil, o madiê é quase viajante profissional.
Manés porque é isso mesmo que nós somos e é assim que devemos ser chamados.
Os manés por ordem alfabética:
António Noronha...alma de viajante, a.k.a. Bicho...Grilo, a maior parte do tempo. No seu enorme currículo, destaco o Pico da Neblina (Amazónia). Temporariamente ao serviço de sua Majestade (sem licença para matar).
Luis Carlos (eu), dizem que trabalho em arqueologia, mas já não tenho a certeza. Vou tentar relatar o melhor possível a nossas desventuras, e descrever um pouco o trabalho de preparação que fiz, para esta viagem. Perder-me no deserto, metafísicamente falando, é o meu objectivo.
Paula Caetano, o lado feminino do grupo. Já estivemos os dois em Marrocos...há muito, muito tempo (de mochila ás costas). Companheira de muitas viagens...aventureira q.b., desde que não lhe peçam para andar sozinha numa qualquer medina. Será uma peça chave na hora de regatear.
Miguel Sant´ana (o apostrofe, é fundamental). O último mané a chegar-se ao grupo. É o factor relax do grupo. A descontracção em pessoa. É o menos viajado do grupo, pelo menos no estrangeiro. Em Portugal tem já várias tournées, com o Perô Negro. A sua grande mais valia, principalmente na zona de Erg Chebbi, é o facto de ser pescador.
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